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Reversão de Vasectomia – Vasovasostomia

A vasectomia é um método cirúrgico seguro e eficaz para a esterilização masculina. Estima-se existir em todo o mundo cerca de 42 a 60 milhões de vasectomizados. No Brasil, realiza-se em torno de 200.000 vasectomias por ano, enquanto que nos EUA este número aproxima-se de 500.000. Em ambos os países, devido a popularidade do método contraceptivo e ao aumento do número de divórcios, 2-6% desses pacientes se arrependem e optam por sua reversão.

A reversão de vasectomia ou vasovasostomia, em mãos experientes e com o uso da técnica microcirúrgica (auxílio de microscopia), tem um sucesso que pode chegar a 90%. Essa taxa pode variar de acordo com o tempo entre a vasectomia e sua reversão, técnica de vasectomia utilizada, tipo de reversão realizada e se a reversão foi realizada uni ou bilateralmente.

Fatores Preditivos de Sucesso do Procedimento

A cirurgia de vasovasostomia tem diversos fatores preditivos para seu sucesso, a patência (presença de espermatozóides no ejaculado). Destes, podemos destacar o advento do microscópio, o tempo de obstrução, a presença de granuloma, manipulação prévia, aspecto do fluido seminal intra-operatório e a técnica de anastomose microcirúrgica empregada (plano único ou duplo).

Uso da Microscopia

 É inegável que a melhora nas taxas de sucesso da cirurgia de reversão de vasectomia está principalmente associada ao uso do microscópio e das técnicas de microcirurgia. Além da melhor visualização das estruturas, a visão microscópica, nos permite a melhor realização das suturas e a verificação de sua qualidade.

Tais equipamentos e técnicas exigem do cirurgião experiência e grande destreza, o que por sua vez influenciam no sucesso do procedimento.

Tempo de Vasectomia x Sucesso da Reversão

 Os resultados de patência após a vasovasostomia microcirúrgica atingem até 90%. Estudos mostram que quanto maior for o intervalo entre a vasectomia e sua reversão menores são as taxas de gravidez natural. Um estudo com 1.469 homens que foram submetidos a vasovasostomia microcirúrgica mostrou que homens com intervalo entre a vasectomia e sua reversão de até 3 anos, apresentaram patência e gravidez natural de 97% e 76%, respectivamente. No entanto, percebeu-se que quanto maior esse intervalo essas taxas tinham tendência a diminuir, sendo que homens com intervalo entre 3 e 8 anos apresentavam patência de 88% e gravidez de 53%, 79% e 44% entre 9 e 14 anos, 71% e 30% quando o intervalo é maior que 15 anos.

Simplificando, homens com intervalo entre a vasectomia e sua reversão menor que 10 anos, apresentam maiores chances de obter sucesso no procedimento.

Manipulação Prévia

 O sucesso da vasovasostomia está associada a preservação de todo o sistema de transitabilidade do espermatozóide, desde sua formação no testículo até sua eliminação pelo líquido seminal. Por isso, homens que já sofreram manipulações prévias no testículo, epidídimo, vesícula seminal, além da vasectomia, podem apresentar obstruções nesse trajeto de passagem do espermatozóide o que pode influenciar no resultado da reversão. Assim, é importante relatar ao médico todo o histórico do paciente, para esse lhe orientar quanto as taxas de sucesso do procedimento.

Técnica Cirúrgica

A maioria dos microcirurgiões optam pela técnica de anastomose em dois planos para realização da vasovasostomia. Outros publicaram algumas séries de trabalhos que sugerem não haver diferença entre a anastomose de plano único ou duplo.

O melhor estudo a respeito da reversão de vasectomia foi publicado em 1991 que avaliou os resultados obtidos por diversos centros e diferentes equipes de microcirurgiões que não evidenciou diferença significativa nos resultados entre o uso de anastomose em plano único ou duplo.

Seguem abaixo algumas fotos para exemplificar a técnica cirúrgica:

Reversão de Vasectomia x Técnicas de Recuperação de Espermatozóides

Todo homem com histórico de realização de vasectomia quando chega ao urologista arrependido do procedimento tem duas opções de escolha para resolução do seu problema, uma é a reversão de vasectomia e outra é a recuperação de espermatozóides por meio da punção transcutânea do epidídimo (estrutura localizada acima do testículo responsável pelo armazenamento e maturação dos espermatozóides), também conhecida por PESA ou MESA (com uso de microscópio) ou punção testicular, o TESE.

Cabe ao médico Andrologista orientar, de acordo com as características do paciente e desejos do casal, qual método é o mais interessante para eles.

Segundo os principais guidelines e consensos no assunto, a cirurgia de reversão de vasectomia sempre deve ser o primeiro procedimento a ser oferecido, visto que o mesmo tem um custo menor, altas taxas de segurança e sucesso. Sua indicação é questionável, principalmente quando a mulher tem uma idade mais avançada (acima dos 40 anos), quando existe uma grande chance da mesma apresentar falência ovariana e apresentar ciclos menstruais anovulatórios, ou seja, sem óvulos, o que impossibilitaria a gravidez natural.

O uso de técnicas de recuperação de espermatozóides está indicado principalmente em pacientes com histórico de falha na reversão de vasectomia, casais ansiosos e sem disposição para aguardar o processo de gravidez natural e casais em que a mulher apresenta uma idade avançada (maior que 40 anos).

As principais desvantagens dessas técnicas são: custos mais elevados do procedimento, necessidade de administração de hormônios na mulher para indução do ciclo hormonal, necessidade do uso de técnicas de fertilização in vitru para fertilização do óvulo e diminuição do sucesso da reversão da vasectomia, caso a fertilização in vitru não tenha sucesso.