A falha na ereção, em alguns homens, pode significar muito mais do que apenas uma piora no desempenho sexual. Como o mecanismo de ereção se dá basicamente pelo relaxamento das artérias penianas e um aumento do fluxo sanguíneo para o interior do pênis, qualquer obstrução da luz desses vasos pode prejudicar esse processo.

A principal causa de obstrução do fluxo sanguíneo no interior dos vasos sanguíneos é a arteriosclerose. Esta se origina através de um processo inflamatório crônico na parede dos vasos (endotélio) influenciado, muitas vezes, por altos níveis de colesterol provenientes de maus hábitos alimentares e de estilo de vida (sedentarismo e tabagismo).

Homens que procuram tratamento para impotência sexual têm alta prevalência de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC). Portanto, a dificuldade de ereção pode ser um sinal de alerta, e de que a permeabilidade dos vasos sanguíneos pode estar alterada e esse homem pode estar prestes a apresentar um evento cardiovascular.

Segundo o Colégio Americano de Cardiologia, estima-se que homens com sintomas de impotência sexual, de origem não psicológica, possuem um alto risco de apresentar um evento cardiovascular, como IAM ou AVC, em até 5 anos. Por isso, atualmente, sintomas de impotência sexual têm o mesmo valor de predizer o risco cardiovascular que fatores clássicos, como: histórico familiar de infarto do miocárdio, tabagismo e alterações do colesterol.

Um estudo americano com homens entre 40 e 70 anos com queixas de disfunção erétil (DE) mostrou que estas têm maior valor de prever eventos cardiovasculares em homens entre 40 e 49 anos do que em homens mais velhos, além de que a incidência de eventos cardiovasculares de origem arteriosclerótica, em homens com menos de 40 anos e sintomas de impotência sexual, é até 7 vezes maior do que a população masculina geral.

Portanto, o paciente com sintomas de impotência sexual deve ser alertado quanto a gravidade do seu problema e das repercussões que podem ocorrer se as medidas para controle dos fatores de risco não forem tomadas. É importante, o acompanhamento multiprofissional desse paciente por pelo menos um urologista, cardiologista e endocrinologista que serão capazes de controlar o problema e minimizar os fatores de risco para eventos futuramente mais graves.

Se você apresenta sintomas de disfunção erétil e não faz acompanhamento cardiovascular procure um urologista e um cardiologista para investigação do seu problema.

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