Em medicina, assim como em toda cultura popular, existem diversas lendas e mitos relacionados a doenças e situações específicas, principalmente relacionadas ao sexo.

Uma dessas situações, que muitos questionam se é verdade ou mito, é a que se seria possível o pênis quebrar durante o ato sexual. A resposta para essa pergunta, por mais impressionante que possa ser é que SIM, o pênis pode quebrar.

A fratura de pênis é a principal causa de trauma contuso peniano e é resultado de uma pressão contrária ao eixo peniano quando rígido, levando a sua curvatura forçada e lesão da túnica albugínea dos corpos cavernosos que são as estruturas responsáveis pela ereção.

As principais situações que podem levar a fratura peniana são: intercurso sexual, masturbação e o rolamento na cama durante o sono e com o pênis em ereção. No entanto, o mecanismo de lesão mais comum se dá quando, durante o ato sexual, o pênis sai do canal vaginal e é comprimido contra o púbis ou o períneo feminino. Cerca de 60% dos casos se dão durante intercurso sexual consensual e é mais comum quando a mulher está sentada sobre o pênis.

A espessura da túnica albugínea quando o pênis está em estado flácido é de cerca de 2 mm e essa tem um afilamento para cerca de 0,25 a 0,5 mm quando em ereção, o que o deixa mais vulnerável a fratura.

Geralmente, a história contada pelo paciente que sofreu a fratura peniana é clássica: “Doutor, senti um estalo repentino, uma dor intensa e perdi a ereção na hora”. No exame físico, conseguimos notar um edema peniano de rápida instalação associado a um hematoma local.

O diagnóstico da fratura peniana, normalmente, se dá apenas com análise da história contada e por meio de um exame físico, onde muitas vezes pode-se palpar a área de fratura no corpo peniano. Porém existem situações em que é necessário a complementação do diagnóstico com exames de imagem principalmente quando há suspeita de trauma uretral associado.

Quando diagnosticada, a fratura peniana deve ser tratada através de uma intervenção cirúrgica que se resume ao fechamento da área danificada e verificação da integridade de outras estruturas do pênis como a uretra. O ideal é que essa abordagem seja realizada em no máximo 24 horas após o trauma devido ao risco de desenvolvimento de impotência sexual, curvatura e encurtamento peniano decorrente de um processo errôneo de cicatrização.

 

Portanto se isso aconteceu com você ou algum conhecido é importante o acompanhamento desse quadro com um médico urologista.

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