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Doença de Peyronie

Também conhecida como Curvatura Peniana Adquirida, a Doença de Peyronie caracteriza-se pela presença de placas fibróticas na membrana que envolve a haste do pênis (Túnica Albugínea). Esse evento compromete a elasticidade do corpo cavernoso, que é uma estrutura cilíndrica que se enche de sangue para promover a ereção, causando dor, curvatura anormal e até diminuição do tamanho e calibre peniano.

Incidência

A Doença de Peyronie apresenta maior incidência entre a quarta e quinta décadas de vida, variando entre 0,4 – 9% dos homens. Antigamente, poucos pacientes referiam apresentar curvatura peniana, isso porque a doença não era bem conhecida muito menos divulgada. A busca por informação e a maior naturalidade em falar sobre sexualidade fez com que os pacientes passassem a divulgar mais o seu problema.

Principais Causas

A real causa da Doença de Peyronie ainda é desconhecida. No entanto, a ocorrência de microtraumas repetitivos na Túnica Albugínea durante toda a vida sexual do paciente é considerada a principal hipótese para sua ocorrência.

A Doença de Peyronie se inicia através de um processo inflamatório agudo. Nesse processo,  há a proliferação de células responsáveis pela formação de placas endurecidas que alteram a curvatura peniana durante a ereção, além de diminuir sua elasticidade e, consequentemente, o tamanho peniano. Dependendo do grau da curvatura e da diminuição do tamanho do pênis do paciente pode ocorrer dificuldade na penetração durante o ato sexual.

As principais comorbidades e fatores de risco associados à Doença de Peyronie são: Diabetes, Hipertensão, problemas com o Colesterol, Cardiopatia Isquêmica, Disfunção Erétil, Tabagismo e Etilismo Crônico.

Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas que caracterizam a Doença de Peyronie são:

  • Dor Peniana na flacidez e/ou na ereção
  • Curvatura Peniana
  • Dificuldade de Penetração
  • Presença de placas endurecidas na haste peniana

Fases da Doença

A Doença de Peyronie pode ser crônica e progressiva. Ela pode ser dividida em duas fases:

  • Aguda

Nesta fase há um processo inflamatório ativo que pode vir associado a dor peniana em estado flácido ou durante as ereções. Palpam-se nódulos/placas pouco rígidas e nota-se curvatura peniana.

  • Crônica

Essa é a fase em que ocorre o processo de fibrose e formação de placas endurecidas, até mesmo calcificadas. Normalmente, é nesse período em que ocorre a estabilização da curvatura peniana. Com o tempo, espera-se a piora da curvatura peniana em cerca de 30 – 50% dos pacientes, estabilização em 47 – 67% e melhora espontânea, em apenas, 3 a 13% dos casos.

A piora da curvatura peniana é mais esperada em pacientes que adquiriram a doença mais jovens e após a calcificação completa da placa. A dor durante a ereção acomete cerca de 35 a 45% dos pacientes durante a fase aguda. Ela melhora em cerca de 90% dos pacientes, podendo durar até 12 meses a partir do início da doença.

Avaliação Médica

A avaliação inicial do paciente consiste no questionamento sobre a presença e duração de sintomas como dor peniana, palpação de nódulos, curvatura, tamanho, rigidez e calibre peniano, além de sintomas sugestivos de disfunção erétil. A investigação sobre o impacto psicológico da doença sobre o paciente também é fundamental.

É de fundamental importância sabermos se a doença está em atividade ou não, pois isso influenciará na escolha do melhor tratamento clínico e do tempo ideal para realização de uma abordagem cirúrgica.

Os principais sinais que indicam doença ativa são: dor à ereção e mudança recente da curvatura peniana. A estabilização da doença normalmente se dá com o fim da fase de inflamação, que é caracterizada por ausência de dor à ereção e estabilização da curvatura pelo tempo mínimo de 3 meses. É a partir dessa fase que os procedimentos cirúrgicos podem ser indicados.

Tratamentos

  • Clínico

O tratamento conservador da Doença de Peyronie é indicado principalmente em pacientes que apresentam os primeiros estágios da doença (Fase Aguda), quando os sintomas estão presentes e a placa ainda não está totalmente endurecida ou calcificada. Existem diversas opções de drogas sugeridas para tentar amenizar os efeitos da doença, com apresentação oral, tópica e injetável (intralesional). Existem também métodos alternativos como aplicação de ondas de choque, dispositivos de tração peniana e à vácuo.

O tratamento clínico em pacientes com doença estável (Fase Crônica) não está bem estabelecido. Não há uma droga que mostrou bons resultados na melhora dos sintomas e da curvatura peniana.

O tratamento intralesional (injetável) tem como objetivo agir diretamente nas placas penianas através da alta concentração das drogas em seu interior.

O mecanismo de ação das ondas de choque no tratamento da Doença de Peyronie ainda não está bem estabelecido. Acredita-se que essas ondas agem fraturando as placas e consequentemente remodelando-as. Outro mecanismo das ondas é o aumento da vascularização local, elevando a temperatura que auxilia no processo de reabsorção da placa.

Os dispositivos de tração peniana e a vácuo possuem um mecanismo de ação bem semelhante. Ambos agem através da tração peniana (mecânica ou à vácuo) diminuindo a rigidez peniana e dissolvendo as placas, que são substituídas por um tecido rico em colágeno.

  • Cirúrgico

Apesar do tratamento clínico melhorar as ereções dolorosas na maioria dos homens, apenas uma pequena porcentagem deles evoluirá com melhora significativa do grau de curvatura peniana. O objetivo da cirurgia é corrigir a curvatura e permitir uma relação sexual satisfatória. Ela é indicada em pacientes com doença estável por pelo menos 3 meses, apesar do tempo entre 6 e 12 meses ser o mais recomendado.

Os potenciais riscos e benefícios do procedimento devem ser discutidos com o paciente para que ele tome a melhor decisão. Dentre os principais riscos temos: diminuição do tamanho do pênis, impotência sexual, perda de sensibilidade, risco de novo curvamento, provável palpação de nós no corpo peniano e necessidade de circuncisão(retirada da pele que cobre a cabeça do pênis).

Dentre os tipos de cirurgia, temos:

Cirurgias de Correção de Curvatura: Essas cirurgias têm como objetivo a retificação peniana por meio de retirada e/ou incisão das placas (com ou sem uso de enxertos); a sutura do ângulo oposto a curvatura também pode ser utilizada.

Prótese Peniana: A colocação de prótese peniana na Doença de Peyronie só é indicada em casos em que o paciente apresenta queixas confirmadas de disfunção erétil.

É importante frisar que a Doença de Peyronie é uma patologia ainda pouco compreendida, e o fato de termos inúmeras formas de tratamentos, sejam eles clínico ou cirúrgico mostra que ainda não existe um tratamento ideal. Por isso, a decisão da forma de tratamento deve ser individualizada e muito bem explicitada. Procure seu médico ou um especialista no assunto.